quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um pouco de reflexão!

O Cachorro e o Coelho



Eram dois vizinhos.

O primeiro vizinho comprou um coelho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho pediram um bichinho de
estima��o para o pai.
O homem comprou um filhote de pastor alem�o.
Conversa entre os dois vizinhos:

a -Mas ele vai comer o meu coelho!
b - De jeito nenhum. Imagina.

O meu pastor � filhote. V�o crescer juntos, pegar amizade.
Entende de bicho. N�o haver� problemas.
E parece que o dono do cachorro tinha raz�o.
Juntos cresceram e amigos se tornaram.
Era normal ver o coelho no quintal do cachorro
e vice-versa, e as crian�as, estavam felizes
com a harmonia entre os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi passar um final de
semana na praia com a fam�lia e o coelho ficou sozinho.
Isso numa sexta-feira.
No domingo, de tardezinha, o dono do cachorro e
a fam�lia tomavam um lanche, quando entra o
pastor alem�o na cozinha.
Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo,
arrebentado, sujo de sangue e terra, morto.
Quase mataram o cachorro o cachorro de tanto agred�-lo.

Dizia o homem:

a -O vizinho estava certo, e agora?

A primeira rea��o foi agredir o cachorro,
escorra�ar o animal, para ver se ele aprendia um
m�nimo de civilidade.
a -S� podia dar nisso!
Mis algumas horas e os vizinhos iriam chegar.
E agora? Todos se olhavam.
O cachorro, coitado, chorava l� fora,
lambendo os seus ferimentos.
a -J� pensaram como v�o ficar as crian�as?
N�o se sabe exatamente de quem foi a id�ia,
mas parecia infal�vel!
a -Vamos dar um banho no coelho, deixa ele bem
limpinho, depois a gente seca com o secador e
o colocamos na casinha de seu quintal.
Como o coelho n�o estava muito estra�alhado,
assim o fizeram.
At� perfume colocaram no animalzinho.
Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crian�as.
E l� foi colocado, com as perninhas cruzadas,
como conv�m a um coelho dormindo.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem
Notam os gritos das crian�as.


Descobriram!


N�o se passaram cinco minutos e o dono do coelho
veio bater � porta.
Branco, assustado. arecia que tinha visto um fantasma.


a -O que foi? Que cara � essa?
b -O coelho... o coelho...
a -O coelho o qu�? O que tem o coelho?
b -Morreu!
a -Morreu? Ainda hoje � tarde parecia t�o bem.
b -Morreu na Sexta-feita!
a -Na Sexta?
b -Foi. Antes de a gente viajar, as crian�as o
enterraram no fundo do quintal!





A hist�ria termina aqui.


O que aconteceu depois n�o importa.
Nem ningu�m sabe.
Mas a grande personagemdesta est�ria � o cachorro.
Imagine o pobrezinho, desde sexta-feira,
procurando em v�o pelo seu amigo
de inf�ncia.
Depois de muito farejar, descobre o corpo
morto e enterrado.
O que faz ele?
Provavelmente com o cora��o partido, desenterra
o amigo e vai mostrar para os seus donos,
imaginando fazer ressuscit�-lo.
O ser humano, continua achando que um banho,
um secador de cabelos e um perfume, disfa�am
a hipocrisia, o animal desconfiado que tem
dentro dele.
Julga os outros pella apar�ncia, mesmo que tenha
que deixar esta apar�ncia como melhor lhe
convier. Maquiada.
Outra li��o que podemos tirar dessa hist�ria,
� que o ser humano tem a tend�ncia de julgar
antecipadamente os acontecimentos sem antes
vereficar o que ocorreu realmente.
Quantas vezes tiramos conclus�es erradas das
situa��es e nos achamos donos da verdade?
Quantas vezes n�o acreditamos (ou confiamos) em algu�m que amamos e sabemos perdoar?


Pense nisso!!!
 
by System

Um comentário:

  1. UMA LIÇAO DE VIDA...NEN TUDO QUE PARECE SER... REALMENTE É !

    ResponderExcluir